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Notícia - Vida em condomínio: sonho ou pesadelo? Vida em condomínio: sonho ou pesadelo?

Com seus altos muros, portaria equipada e uma proposta de maior segurança e melhor qualidade de vida, os chamados “condomínios fechados” têm sido, cada vez mais, a opção de moradia das famílias das classes média e alta brasileiras.

Os grandes loteamentos, com casas confortáveis, quintais amplos e farta área de lazer, são encontrados nos arredores de praticamente todas as grandes e médias cidades. Violência, trânsito, poluição e alto custo de vida são as principais queixas de quem deixa o centro urbano. A expectativa dos investidores do mercado imobiliário é que a população das grandes cidades migre para os condomínios suburbanos significativamente na próxima década. Os bairros periféricos, que até pouquíssimo tempo atrás eram desprezados pelas classes de melhor poder aquisitivo, passam por uma significativa repaginação, e a melhora na infraestrutura dos serviços públicos, especialmente daqueles que contam com concessões à iniciativa privada, favorecem novos investimentos.

E toda essa expectativa de mudanças leva a um importante questionamento: o morador com perfil urbano, geralmente isolado e protegido em seu próprio núcleo familiar, está preparado para viver de maneira mais expansiva, aberto à interação social? A maioria dos novos condomínios dispõe de infraestrutura de lazer completo, contando com quadras esportivas, salão de festas, piscinas, churrasqueiras, pista de cooper, sauna, academia, lan house, espaços gourmet, pet, zen, mulher, kids, entre outros inúmeros itens que compõem os moderníssimos “condomínios clubes”, cujos incorporadores e construtores disputam pelo projeto mais criativo.

Residir em condomínios horizontais pode ser mais seguro que viver em casa isolada, mas exige que as pessoas se adaptem a uma vida mais exposta a vizinhos, às divisões de áreas comuns e ao compartilhamento de ideias e opiniões. Resulta em conhecer e ser conhecido, ver e ser visto. O indivíduo que antes passava na locadora, após ter enfrentado um trânsito caótico e todo o estresse da violência urbana, e pedia uma pizza para relaxar junto à família terá agora muitas outras opções; porém, fatalmente terá de reformular alguns conceitos e padrões de comportamento.

A empatia é a principal ferramenta nessa busca por harmonia e bem-estar. É preciso colocar-se no lugar do outro e refletir, constantemente, sobre quais motivos levaram a estar ali. E, a partir disso, ver seu vizinho como a si próprio. Conhecer as leis e normas de convivência também são fundamentais. Educação, tolerância e boas maneiras são a base de qualquer sociedade e tornam a convivência mais agradável e feliz.

Entre os itens de maior conflito na vida em condomínio, destaca-se:

Barulho: é difícil estabelecer o nível de ruído suportável. Música em volume alto, brincadeiras das crianças e festas particulares são as maiores queixas.
Obras: reformas costumam causar grande irritação. O ir e vir de pessoas estranhas e barulhos de furadeiras e martelos em horários inadequados costumam provocar grandes discussões.
Limitação de horários: talvez a maior dificuldade entre os moradores seja o cumprimento de horários, e em razão disso todos os outros problemas são gerados.
Animais: latidos e dejetos fora do lugar são as principais queixas. Este é um assunto delicado pois pela Constituição Federal é ilegal proibir animais em condomínios.
Uso da piscina: quem pode usar a piscina? Babás podem? Visitantes podem? Como fica a questão do exame médico? Estas não são respostas fáceis...
Segundo o arquiteto Fabio Rocha, “o condomínio não é só uma área isolada por um muro alto e uma portaria, e sim um complexo empreendimento, cujo projeto deve ter sido concebido de forma a acolher as necessidades dos mais diversos estilos de vida, numa convivência harmônica”. Para ele, “os moradores precisam ser respeitados (e atendidos) em suas expectativas, principalmente aquelas relacionadas à qualidade de vida, menor deslocamento, valorização e otimização do tempo e segurança”.

Sobre as áreas comuns, Fabio Rocha destaca: “os idealizadores do empreendimento precisam ser consensuais em relação ao melhor posicionamento de cada espaço onde haja convivência dos moradores. Muito mais do que uma questão estética ou comercial, o planejamento dos espaços comuns deverá levar em conta o bem-estar dos futuros ocupantes”.

Em tempos de relacionamentos virtuais, movidos a Orkut, Twitter, LinkedIn, Facebook, MSN e Skype, entre inúmeros outros, é imprescindível incentivar o velho e bom relacionamento humano, cinestésico, real. E esta é uma tarefa árdua dos idealizadores de condomínios e seus futuros administradores.

Por Silvia Rocha


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