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Notícia - Quanto Vale Um Ponto Comercial? Quanto Vale Um Ponto Comercial?

Um dos segmentos mais ativos no mercado imobiliário é o de compra, venda e locação de estabelecimentos comerciais, situação justificada pela cultura empreendedora dos brasileiros e também pela escassez de ofertas no mercado de trabalho.

O ponto comercial, local onde o empresário vende seus produtos ou presta seus serviços, constitui-se em parte do fundo de comércio, que é o conjunto de bens corpóreos (vitrine, maquinário, estoque) ou incorpóreos (ponto, nome, marcas, patentes) que compõem o exercício da atividade mercantil.

Abrir um negócio é uma tarefa relativamente fácil; porém, atrair os clientes e manter a empresa com lucro é um grande desafio. Todos os dias, com ou sem crise econômica, observam-se novos comércios sendo abertos ou fechados. São inúmeros os fatores que contribuem para o sucesso (ou fracasso) de um empreendimento, e sem sombra de dúvida o plano de negócios é o primeiro passo. E a definição do ponto comercial faz parte desta etapa.

Do ponto de vista legal, é importante verificar se o alvará está regular e pesquisar se há impedimentos ao proprietário do imóvel quanto à transferência. O contrato de venda e compra (ou locação, conforme o caso) deverá assegurar os direitos e deveres do novo dono para estabelecer as condições de pagamento e exigir uma eventual transição do negócio. Além disso, deve-se saber se as atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a lei de zoneamento do município. No caso de bares, restaurantes, farmácias ou clínicas, pode ser necessário um alvará da vigilância sanitária e/ou do corpo de bombeiros. É importante verificar também se os impostos que recaem sobre o imóvel (como o IPTU) estão em dia, como é a legislação municipal que trata da instalação dos anúncios, entre outras providências burocráticas.
Quando a Arquitetura se Funde ao Marketing

Para Fabio Rocha, arquiteto titular da Fabio Rocha Arquitetura, “tudo começa na identificação do público-alvo. Antes de qualquer coisa, é preciso saber como se comporta o cliente, qual é seu estilo de vida e, principalmente, qual é sua motivação e disposição para comprar”.

A partir desses dados é possível identificar a localização mais adequada e se o negócio requer ponto comercial em shopping, galeria, rua temática ou sala comercial, bem como a metragem ideal e o planejamento da reforma. Sobre este conjunto de itens, Fabio Rocha destacou as providências que todo empreendedor deve tomar com seu negócio, novo ou em curso. Para ele, “num ponto de venda é essencial que os clientes se sintam ao mesmo tempo confortáveis e estimulados. A atmosfera do ambiente deve chamar atenção aos produtos de forma agradável, prazerosa”. Seguem algumas dicas:

1. Escolha do imóvel: deve levar em conta o público-alvo e o tipo de mercadoria (ou serviço) que serão comercializados. A localização e a metragem do imóvel precisam estar adequadas ao negócio.

2. Fachada: é ao mesmo tempo o cartão de visitas e o convite para a festa. A fachada é um grande elemento de identificação com o negócio, e será por meio desse contato que o cliente decidirá pela entrada (ou não) no comércio. Muitas são as alternativas para criar uma fachada convidativa: uso de cores e revestimentos diversificados, elementos volumétricos e cenográficos são algumas possibilidades.

Um cuidado importante é consultar a legislação municipal a respeito de normas de publicidade. Em São Paulo, a lei Cidade Limpa (como ficou conhecida) prevê que, em imóveis com testada (linha divisória entre o imóvel e a via pública) inferior a 10 metros lineares, a área total do anúncio deverá ser de até 1,5 metro quadrado. Imóveis com testada superior a 10 metros poderão ter anúncios indicativos que não ultrapassem 4 metros quadrados, e sua altura, a exemplo dos totens, não poderá ser superior a 5 metros do chão e deverá estar no lote do estabelecimento comercial.

3. Vitrine: a partir dela é que o cliente conhecerá a mercadoria vendida. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de preparar a vitrine. É preciso transmitir uma clara informação a respeito do que se poderá encontrar no interior da loja, sem, no entanto, transformar o espaço num catálogo, com excesso de exposição de produtos.

4. Layout: ao entrar no ambiente, o cliente precisa perceber com facilidade onde estão expostos os produtos. Na medida do possível, as áreas de circulação devem ser fartas, de forma que o cliente possa ter fácil acesso a várias opções, sem se perder, se confundir ou se aborrecer. É muito importante estar atento a eventuais obstáculos nas áreas de entrada, provadores e caixa. O cliente precisa se sentir acolhido e não rejeitado.
A exposição de produtos deve ser bem planejada, de modo que não haja exagero quanto ao número de itens expostos. É positivo contar com uma área para estoque e retaguarda – com criatividade, consegue-se guardar a mercadoria sem perder área útil.

5. Iluminação: um bom projeto luminotécnico torna o ambiente mais produtivo, equilibra os contrastes e gera economia. Há uma enorme variedade de luminárias e lâmpadas, adequadas a cada estação do ano, ambiente e cores (quentes ou frias) dos produtos. A iluminação pode ser uma grande aliada na formatação do projeto, pois, ao mesmo tempo que permite a humanização dos espaços, tem a função de destacar mercadorias. Um ambiente em penumbra é desagradável, e o excesso de luz causa irritação, podendo desmotivar a compra.

6. Decoração: o uso de displays personalizados é uma alternativa na hora de decorar o ambiente. Além disso, do piso ao teto há soluções que, além de funcionais, tornam o espaço mais bonito. Degraus, rampas, forros, sancas, nichos e balcões podem ser aproveitados como elementos decorativos. Quanto mais personalizado for o ambiente, maior será a possibilidade de identificação com a marca e, por conseqüência, maior será a fidelização do cliente. Os materiais utilizados têm de ser compatíveis ao negócio e adequados a cada ambiente, conforme o uso.

7. Uso das cores: a escolha das cores depende muito das preferências pessoais e características do espaço. Uma boa escolha pode disfarçar problemas ou destacar pontos fortes.

O arquiteto dá algumas dicas: para “elevar” o teto, pinte-o com uma cor mais clara que a das paredes. Se quiser alongar um ambiente quadrado, a sugestão é aplicar uma cor mais escura em duas paredes opostas. Em residências o bem-estar deve estar acima de qualquer modismo; já nos espaços comerciais, a adequação dos ambientes à imagem corporativa deve ser a principal preocupação, e as cores são largamente utilizadas em estratégias para divulgação e fidelização da marca.

8. Temperatura: um sistema de refrigeração adequado é favorável à permanência no ambiente. Nem quente, nem frio – o cliente precisa se sentir confortável. Os modelos tipo split são mais indicados, pois tornam possível controlar a temperatura por ambiente. Atenção especial deve ser dada aos provadores, pois é geralmente neste local que se dá a decisão pela compra.

9. Aromatização: já faz algum tempo que a aromaterapia saiu das páginas de revistas místicas e foi incorporada ao marketing como ferramenta de alavancagem de vendas e fidelização da marca. Muitas lojas já investem em aromatização de ambientes como forma de relacionamento com seus clientes. Muitos são os aromas a serem usados: lavanda, laranja (os frutais são muito bem-aceitos), terra molhada, floresta, pão, entre outros, sendo primordial escolher aquele que melhor identifique os produtos vendidos e agrade o cliente, criando um vínculo com ele. Para valer-se desse recurso, podem-se usar velas perfumadas, odorizadores de ambientes, sprays, entre outros.

10. Sonorização: fazer compras com uma música alta e estridente de fundo pode ser uma tarefa nada relaxante. Mesmo que o negócio seja para público jovem, é importante ter muito cuidado com a disposição das caixas acústicas, o volume do som e a escolha do repertório.

11. Segurança: para proteger seu negócio, todo cuidado é pouco! Câmeras de segurança permitem que de qualquer lugar do mundo se vigie os ambientes. Além disso, sensores de presença, controles de acesso e alarmes são antigos aliados. O projeto de layout precisa ser eficiente quanto ao posicionamento do caixa e do estoque e também ao acesso de clientes e de funcionários.

Abrir e manter um negócio é um desafio para qualquer um. Independentemente da verba disponível para o investimento, há muitos detalhes em que pensar. E nem se falou sobre o treinamento dos colaboradores, vestimentas, cordialidade no atendimento, opções para pagamento, embalagens etc. etc. etc.

Fazer um bom nome no mercado é para poucos e persistentes empreendedores. Mas o resultado valerá a pena. Além das questões financeiras, o ponto comercial deve ser o local de realizações pessoais, um lugar onde se experimentam sentimentos positivos e recompensadores: onde se faz amigos, onde se descobrem coisas, onde se “cresce e aparece”.

Por: Sílvia Rocha


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