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Notícia - Os banheiros dos espaços corporativos precisam ser sisudos e desconfortáveis? Os banheiros dos espaços corporativos precisam ser sisudos e desconfortáveis?

O asseio e a higiene são práticas humanas que ao longo da história passaram por diferentes adaptações em seus contextos sociais e culturais. Investigações arqueológicas indicam que já na Antiguidade havia sistemas de canalização. Os banhos e diversos cuidados com a higiene pessoal eram bastante comuns nas sociedades egípcia e chinesa. Os gregos e romanos foram os precursores dos sistemas hidráulicos, com canalização das águas pluviais e fluviais, conduzindo-as para as residências e para as termas. E nos banhos públicos aconteciam reuniões, encontros, conversas e acordos que impulsionavam tanto a política como as artes e as ciências. Não vamos discutir aqui a qualidade dos serviços e produtos daquela época, pois é sabido que somente no século XX as coisas começaram a entrar nos eixos e a se parecer um pouco com o que conhecemos hoje.

Pensando nos espaços públicos, a evolução foi grandiosa. É surpreendente o crescente investimento em banheiros de shoppings, restaurantes, bares e academias. Arquitetos e decoradores têm se mostrado cada vez mais criativos e engenhosos ao idealizar essas áreas – e o público agradece. Nas empresas, entretanto (aqui me refiro aos edifícios de escritórios propriamente), a preocupação com o conforto e bem-estar nesses espaços ainda é modesta. Investir no banheiro??? Acredito que boa parte dos empresários e dirigentes ainda considere que esse local deva ser restrito ao entra e sai, onde o colaborador não deve permanecer por muito tempo.

Em leitura ao site de um importante palestrante brasileiro, diverti-me com a verdadeira aula sobre “relacionamentos em banheiros de empresas” que esse profissional me deu. Ele relata ter adotado a “técnica” de escutar comentários e avaliações das pessoas sobre aquilo que estavam ouvindo em sua palestra, ou sobre como ele estava apresentando o tema. Confessou ele que inúmeras vezes fez alterações na forma ou abordagem de um assunto com base nesses "feedbacks" sanitários.

Também as áreas de copa e café já foram consideradas grandes vilãs da produtividade. Agora são tidas como parceiras da sociabilidade e comunicação. As áreas de descompressão, que incluem locais para leitura, jogos, bate-papo e até academia, são cada vez mais solicitadas pelo pessoal de recursos humanos... E por que não usar o banheiro como um instrumento de relaxamento e aconchego? Está mais do que na hora de descartar as divisórias de painéis, sem qualquer conforto visual ou acústico!!! As lâmpadas precisam ser do tipo holofotes??? Os revestimentos precisam ser brancos e sem vida? Por que não usar painéis fotográficos, coloridos e informativos? Não podemos lançar mão de uma iluminação aconchegante e bonita, que ao mesmo tempo pode ser econômica?

Junto ao esmero dos arquitetos e decoradores, contamos com um mercado fornecedor bastante inventivo, que deve ser explorado! Inovações tecnológicas favorecem a assepsia e higienização corretas.

Portas automáticas, torneiras com temporizador, protetores de assentos e porta-papéis automáticos, secadores de mãos e lixeiras com sensores já são usados há bastante tempo, e o investimento inicial retorna como benefício à saúde. À favor da ecologia, contamos ainda com as caixas acopladas, uma evolução do sistema de válvulas hidras. Sofás, espelhos, plantas ornamentais e o uso de cores adequadas são outros recursos ao projeto.

Felizmente, temos visto algumas empresas pioneiras na exploração do espaço do banheiro. Elas o utilizam principalmente como meio de implantar ações voltadas ao estímulo de manifestações de ideias e opiniões. Nesses locais, são disponibilizados painéis, folhas de papel, canetas e pincéis. O princípio que orienta essa abordagem é o de que as pessoas são mais espontâneas nesses ambientes. E já é possível verificar, em pesquisas sobre clima organizacional, que mudanças foram percebidas nas empresas que atentaram para as opiniões colhidas nos seus banheiros. Algumas, mais ousadas, estão aproveitando a onda para obter avaliações honestas sobre as chefias e executivos.

Em nossa busca incansável pela qualidade de vida e humanização dos espaços corporativos, trazemos mais esta reflexão. A Era Taylorista nos trouxe muito aprendizado, mas já é tempo de se conscientizar que sobriedade e rigidez não são necessariamente grandes motivadoras de produtividade. Além disso, há os aspectos ergonômicos, o favorecimento da comunicação e a estética como grandes incentivadores dos colaboradores, sem falar ainda em sentimentos de reconhecimento e compromisso de fidelidade, promovidos pelo ambiente profissional bonito e aconchegante.

Por: Fabio Rocha


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